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O Brasil só consegue se olhar no retrovisor?
Em abril deste ano, mais de 1,6 milhão de brasileiros foram ao cinema ver a cinebiografia de Michael Jackson. R$ 40 milhões no primeiro fim de semana, sem debate, sem resistência, sem ninguém perguntando se merecia o esforço. Nas mesmas semanas, o cinema nacional acumulava sua segunda queda anual consecutiva de bilheteria. Em 2025, apenas 8,4% do público total escolheu um filme brasileiro. Ainda Estou Aqui, o melhor filme nacional em décadas por qualquer critério, o primeiro
Bruna Neves
há 23 horas4 min de leitura


Irã: Por que não podemos deixar de olhar
Imagine não poder respirar e imagine ter fome mas não poder se alimentar. Agora imagine que essa situação não melhora, ela piora a cada dia e o mundo simplesmente para de prestar atenção. Essas palavras de Kamin Mohammadi, escritora e jornalista iraniana são a realidade nua e crua de 90 milhões de iranianos no exato momento em que você está lendo este artigo. Desde 28 de dezembro, o Irã enfrenta um apagão de internet. Trata-se de um cerco tecnológico que impede que informaçõe
Equipe Metal
10 de fev.4 min de leitura


Mulheres em ascensão no metal e suas vertentes em 2026
O metal sempre foi considerado um espaço predominantemente masculino, onde a força sonora e a energia nas apresentações eram encaradas como partes de uma masculinidade que não precisava ser questionada, mas a virada dos anos 2020 trouxe uma mudança que não pode mais ser ignorada: mulheres estão redefinindo o que o metal pode ser e quebrando as regras que nunca fizeram sentido desde o início. A participação de mulheres no metal não é algo totalmente novo. Nos anos 1970, bandas
Equipe Metal
5 de fev.6 min de leitura


Tokenismo, diversidade e responsabilidade social no caso Simone Ashley e a imagem da Netflix
A indústria do entretenimento está passando, nessas primeiras décadas do século XXI, por um período de reconfiguração no que diz respeito às políticas de representação e identidade. Se durante grande parte do século XX a hegemonia de Hollywood e das produções televisivas ocidentais foi marcada pela invisibilidade ou pela estereotipização de grupos minoritários, a ascensão das plataformas de streaming inaugurou uma nova era caracterizada pela "diversidade global". Com isso, a
Equipe Metal
16 de jan.9 min de leitura


Evita sabia exatamente para quem estava falando
Há mulheres que a história tenta domesticar depois da morte. Com Eva Perón, isso nunca funcionou muito bem. Ela já foi chamada de santa, oportunista, mãe dos pobres, atriz ambiciosa, mártir, populista, manipuladora, revolucionária, exagerada, perigosa. Às vezes, tudo isso no mesmo parágrafo. Talvez seja por isso que Evita continue tão viva: porque sua imagem nunca aceitou ou sequer pôde ficar quieta dentro de uma versão única. Para quem olha a política como comunicação, ela é
Bruna Neves
9 de jul. de 20256 min de leitura
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